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O orgulho LGBTQIAPN+ também é uma questão de saúde mental (e coletiva)
Hoje, Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, reafirmamos: saúde mental é um pacto social. Exigimos cuidado integral com formação especializada, escuta sensível, respeito ao nome social e políticas que desconstruam a heteronormatividade.

28 de junho de 2025
A LGBTfobia não é apenas um problema individual, é também consequência de uma violência estrutural crônica e adoecedora. Dados de 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram que a prevalência do sofrimento mental foi superior em pessoas LGBTQIAP+, se comparada aos diagnósticos para pessoas heterossexuais.
Nesse sentido, cuidar precisa ser antinormativo. Profissionais da saúde devem abandonar padrões heteronormativos e desconstruir seus próprios vieses, implementando práticas que respeitem identidade de gênero, nome social, pronomes e linguagem neutra, como também exige a Política Nacional de Saúde Integral LGBTQIAPN+, instituída em 2011. Para isso, é preciso de um acolhimento sem moralismo, no qual haja uma escuta genuína, formação continuada em identidade de gênero, inclusão de nome social, além do uso de linguagem neutra.
Portanto é preciso, exigir, coletivamente, uma rede de cuidado que:
- Reconheça o sofrimento psíquico LGBTQIA+ como resultado da violência estrutural;
- Realize formação permanente e crítica de profissionais;
- Fortaleça redes comunitárias e grupos de acolhimento, além do atendimento clínico;
- Incorpore políticas institucionais que modifiquem efetivamente o status quo.