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Desinstitute promove encontro “Redução de Danos e Protagonismo Indígena” em Rondônia

Evento realizado pelo Desinstitute nos dias 21 e 22 de agosto, em Porto Velho (RO), reuniu mais de 80 jovens indígenas de diferentes povos para debater cuidado em liberdade, saberes tradicionais e estratégias de redução de danos.

Desinstitute promove encontro “Redução de Danos e Protagonismo Indígena” em Rondônia

10 de setembro de 2025

Por desinstitute

O Desinstitute organizou e promoveu, nos dias 21 e 22 de agosto de 2025, no Centro de Formação e Cultura Kanindé, em Porto Velho (RO), o encontro do projeto “Redução de Danos e Protagonismo Indígena”, iniciativa que busca fortalecer práticas de cuidado em liberdade entre comunidades indígenas do Brasil e da Colômbia. O evento reuniu mais de 80 jovens indígenas de diversos povos, em um espaço de diálogo intercultural, oficinas, rodas de conversa e atividades coletivas. O IV Encontro do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia contou, também, com a presença do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Maria dos Anjos (CEDECA). 

O projeto valoriza os saberes tradicionais e respeita os contextos culturais locais, abordando tanto o uso de álcool e outras drogas quanto as principais vulnerabilidades enfrentadas pelas comunidades. A proposta inclui três etapas: interlocução com o território e preparação, realização da oficina intercultural e produção de uma cartilha de boas práticas.

Durante os dois dias de programação, foram discutidos temas como a diferença entre plantas sagradas e substâncias sintéticas, os impactos do álcool, o papel da religião, o estigma que recai sobre a cultura indígena e a importância de reconhecer os distintos modos de viver de cada povo. Além disso, os jovens participaram de dinâmicas, oficinas e trabalhos em grupo que abordaram conceitos de redução de danos, estratégias de cuidado, gênero e diversidade, e mapeamento de fatores de risco e proteção nos territórios.

O encontro também promoveu visitas a órgãos públicos, a criação de vídeos educativos produzidos pelos próprios participantes e a definição coletiva de prioridades para a redução de danos nas comunidades. Ao final, o espaço foi de fortalecimento de vínculos, valorização da diversidade cultural e construção de caminhos comuns para o cuidado em liberdade.

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